sábado, 4 de agosto de 2012
Não tem conselho de amiga que dê jeito. O cara pode chegar e dizer com
todas as letras que não quer mais nada e nunca quis, pode fazer e falar o
que for, ficar com a sua amiga, sua vizinha, sua prima. Você tem mil
argumentos na manga, pra ver todo e
qualquer vacilo com babados cor-de-rosa. Coleciona desculpas, pra que
toda a culpa do cara mais idiota do mundo, pareça acidente ou fique
minúscula e desculpável. O mundo pode gritar a verdade no seu ouvido, o
cara esfrega ela na sua cara, mas você prefere permanecer de olhos
fechados e ouvidos tampados, brincando de se enganar. Esqueceu como se
brinca de ser feliz. Você e sua dor, presas numa bola de ar. Sua opção,
triste e solitária. A menina de antes não precisava suplicar amor, ter
alguém do lado dela por pena. Agora vamos fazer as contas: Você era
linda em todos os sentidos possíveis, agora é o que? Perdeu o sorriso
incrível, a paz, o encanto, a leveza, o amor-próprio. Perdeu o valor, se
guardou no bolso de um imbecil, pequena e compacta. Quem ia querer
alguém assim? E a menina que sonhava grande? Seus sonhos não cabem no
bolso dele, abriu mão também? Eu posso entender seu sacrifício sem
recompensa, mas agora me responde só uma coisa: O que você ganhou, além
de dor? Sua felicidade não cabe na bolha de ar. Se nem você se ama, como
pode pedir isso pra alguém? Sai desse bolso, princesa. Você é mulher,
dele ou não. Não é moeda. Azar de quem te perdeu! Deixa ter sorte, quem
te encontrar.
